Ter vários ativos numa carteira não significa necessariamente estar diversificado.
Para Mário Brandão, responsável pela área de Private Banking do Bison Bank, uma boa diversificação deve distribuir o investimento por diferentes classes de ativos, setores, geografias e moedas. É esta combinação que permite gerir melhor o risco. Como explica no artigo, a diversificação funciona como um “airbag”: não evita os períodos negativos, mas pode ajudar a amenizar os seus efeitos.
A composição da carteira deve também estar ajustada a cada investidor. O perfil de risco, os objetivos, o horizonte temporal e até a forma como cada pessoa reage às oscilações dos mercados influenciam as escolhas. Quem precisa do dinheiro num prazo mais curto necessita de maior previsibilidade e de ativos menos voláteis, enquanto um horizonte mais longo pode permitir uma maior exposição a ativos com mais risco.
Mesmo uma carteira bem diversificada deve ser revista periodicamente, à medida que mudam as condições dos mercados ou se aproxima o momento em que o investidor vai precisar do dinheiro. Mário Brandão alerta ainda para o risco de construir uma carteira apenas com base nas tendências do momento e deixa três ideias para quem investe: diversificar, procurar uma segunda opinião especializada e controlar as emoções.
